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Republicanos racha e deputados mostram fidelidade a Gladson e Mailza

Filiação de Alan Rick ao Republicanos expõe racha e deixa trio de deputados à deriva na legenda

Nos bastidores da política acreana, o clima no Republicanos é de ruptura, e não há como disfarçar. A filiação do senador Alan Rick ao partido, celebrada com pompa e presença de figuras nacionais da legenda, também serviu para escancarar quem está dentro… e quem está fora do novo projeto político.

Filiação do senador ao Republicanos/Foto: Fagner Delgado/ContilNet

Os três deputados estaduais do Republicanos na Assembleia Legislativa: Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, simplesmente não apareceram no evento de filiação. A ausência foi tudo, menos casual. Nos corredores da Aleac, a leitura é unânime: foi um gesto claro de lealdade ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis, que deve ser a candidata do grupo ao governo em 2026.

E a ligação deles com o Palácio Rio Branco não é de hoje. Todos têm raízes no Progressistas, partido de Gladson e Mailza. Clodoaldo tem a esposa, Delcimar Leite, como vice-prefeita de Zequinha Lima (PP) em Cruzeiro do Sul. Gene Diniz é irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, também do PP. Já Tadeu é irmão da ex-prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, outro nome forte da sigla, cotada para disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

Ou seja: a bússola política do trio aponta na direção de Gladson e Mailza, e não de Alan Rick.

Mas a fidelidade tem preço. O presidente estadual do Republicanos já deixou escapar que quem não estiver alinhado com Alan vai precisar buscar outro abrigo partidário para tentar a reeleição. Traduzindo: ou seguem o novo comando, ou ficam sem legenda em 2026.

Nos bastidores, a avaliação é que a saída dos três parlamentares é só uma questão de tempo. A relação com o governo Gladson segue firme, e há quem aposte que o Progressistas abrirá as portas para recebê-los, afinal, o grupo é o mesmo, e a lealdade, nesse jogo, ainda conta muito.

Primeiros efeitos da chegada de Alan

A filiação de Alan Rick ao Republicanos, realizada no sábado (8), já começa a produzir seus primeiros reflexos no tabuleiro político do Acre. Dois dias depois, na segunda-feira (10), o prefeito de Feijó, Railson Ferreira, que participou do evento de filiação ao lado de Alan, viu o marido ser exonerado de um cargo no governo estadual.

Railson é filiado ao Republicanos e mesmo sendo claramente aliado de aliado de Gladson, foi o primeiro alvo. A movimentação é vista nos bastidores como um sinal de que o grupo do governador Gladson Cameli e da vice Mailza Assis vai reagir ao avanço político de Alan no Estado.

A mensagem foi rápida e direta: o jogo começou.

MDB observa e calcula os próximos passos

Enquanto Republicanos e grupo de Gladson Cameli travam uma disputa silenciosa por espaço, o MDB observa tudo de camarote, e com atenção redobrada. A sigla deve anunciar oficialmente nos próximos dias qual lado vai apoiar em 2026: Mailza Assis ou Alan Rick.

Nos bastidores, o partido faz contas e traça rotas. A avaliação é de que, se alinhar com o grupo de Gladson e Mailza, o MDB pode herdar uma boa fatia dos cargos e espaços que estão sendo perdidos por quem aparece ao lado de Alan.

Com a tradição de sempre desembarcar no lado mais vantajoso, o MDB estuda o momento certo de se posicionar. Até lá, segue acompanhando cada movimento, de preferência, com o mapa do poder em mãos.

Xadrez das chapas: o jogo está longe de acabar

Se tem algo certo no cenário político acreano, é que nada está definido. A chapa de Alan Rick, por exemplo, ainda está longe de ser completada. O único nome confirmado até agora é o da ex-deputada Mara Rocha, que deve disputar uma das vagas ao Senado. A segunda vaga segue em aberto , assim como o posto de vice, que ainda não tem sequer nomes sondados.

Do lado do grupo de Mailza Assis, o quadro também está em construção. O nome de Gladson Cameli como candidato ao Senado é o único consolidado. Há conversas para que Márcio Bittar tente a reeleição na segunda vaga, pelo PL, mas tudo depende das costuras entre os partidos aliados. O cargo de vice-governador também é uma incógnita, embora a ex-deputada Jéssica Sales seja um dos nomes mais comentados nos bastidores.

Na esquerda, o médico Thor Dantas deve encabeçar a chapa com Jorge Viana disputando o Senado. A segunda vaga ao Senado e o nome do vice ainda são indefinidos.

E, para completar o tabuleiro, há ainda a possível candidatura de Tião Bocalom ao governo. Se confirmada, embaralha completamente o jogo. Por ser aliado próximo do senador Marcio Bittar e serem do mesmo partido, os dois devem estar juntos em uma chapa do PL, que ainda teria os cargos de vice-governador e 2º senador livres.

Como diz o ditado, ainda há muita água para rolar por debaixo dessa ponte. E, no Acre, o rio da política costuma mudar de curso de uma hora para outra.

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