publicidade

URGENTE: Gilmar Mendes encerra julgamento e por 4 a 1 STF decide anular parte da Ptolomeu

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 4 a 1 anular  partes das provas produzidas no âmbito da Operação Ptolomeu contra o governador Gladson Cameli e outros 12 réus. Os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça votaram divergindo do relator Edson Fachin, que defendia a tese da ministra do STJ, Nancy Andryghi, de que a investigação da PF não teria violado o foro privilegiado do governador. Na noite desta sexta-feira, 19, o ministro Gilmar Mendes, também divergindo do relator e fechando placar favorável ao chefe do Palácio Rio Branco. O julgamento encerrou no plenário virtual às 21 horas (Horário do Acre) e 23 horas (Hora de Brasília/DF).

A defesa do governador alegava que não foi observada a prerrogativa de foro e houve o chamado “fishing expedition”, [pescaria probatória de provas], pois “a partir da interceptação de uma conversa fazendo menção ao ‘governador’, a autoridade policial empreendeu manobra para burlar a competência do Superior Tribunal de Justiça e investigar o Gladson perante autoridade manifestamente incompetente, chegando ao absurdo de requerer ao COAF a elaboração de relatórios de inteligência financeira acerca de pessoas físicas e jurídicas estritamente ligadas ao chefe do Palácio Rio Branco, mas, até então, absolutamente estranhas ao objeto da investigação”.

No voto que declarou a nulidade das provas, o ministro André Mendonça destacou que a autoridade policial atuou de forma deliberadamente indevida. “De forma voluntária, buscou elementos de convicção em face do Governador, cujo potencial envolvimento já se apresentava, por meio de requisições de dados de pessoas de seu entorno, como empresas, esposa e até filho menor de idade. E mais, só depois da chegada desses relatórios é que, finalmente, representou pelo deslocamento da competência”, disse o ministro em trecho do relatório.

Ainda não se sabe a amplitude deste julgamento no plenário virtual, mas uma decisão modular deve ser aplicada destinguindo o que deve ser anulado ou não.

ENTENDA O QUE É “Fishing Expedition”

Fishing expedition (ou “pescaria probatória”) é uma investigação indiscriminada e especulativa, sem um foco ou base legal clara, onde as autoridades “lançam a rede” na esperança de encontrar qualquer evidência de um crime futuro, em vez de investigar um fato específico. Essa prática é ilegal no Brasil e em muitos outros países, pois viola direitos fundamentais, sendo considerada uma busca “às cegas” incompatível com o Estado Democrático de Direito, e as provas coletadas podem ser anuladas.

Compartilhe:
publicidade

Relacionados

A governadora Mailza Assis (Progressistas) aparece na liderança da disputa pelo Governo do Acre na pesquisa estimulada realizada pelo Instituto

Agências estarão fechadas ao público no dia 20 de agosto; mobilização defende melhores condições de trabalho, valorização e respeito aos

Pedido da Procuradoria Geral da República é para que caso seja enviado para a primeira instância. A Procuradoria Geral da República pediu

publicidade

publicidade

publicidade

Vídeos rápidos

publicidade

publicidade

Mais no AgoraAcre.com

Jonas Araujo Matos, de 27 anos, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil após se envolver em um acidente de

O reitor da Universidade Federal do Acre (UFAC), Josimar Ferreira, anunciou nesta terça-feira, 25, um avanço nas tratativas para a

Equipes de resgate enfrentam dificuldades para acessar as áreas atingidas pela força das águas e pelos deslizamentos Uma enchente repentina

O bairro do Saboeiro, em Cruzeiro do Sul, foi a comunidade escolhida pela coordenação da campanha de Maílza Assis e

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em parceria com

Mesmo debaixo de muita chuva, o candidato a deputado estadual Gláucio Pedrosa, pelo partido Liberal (PL) reuniu uma multidão na