Imagens que circulam nas redes sociais nesta quinta-feira (18) trouxeram novos elementos ao episódio envolvendo o vereador Liberman Farias da Costa, conhecido como Manan Rural, e uma servidora da Unidade Básica de Saúde da Vila Santa Luzia (Francisca de Souza Machado), na zona rural de Cruzeiro do Sul. O caso ganhou repercussão após o parlamentar acusar a funcionária de manter a unidade fechada durante o horário de atendimento ao público.

De acordo com o vereador, a situação teria sido constatada durante uma fiscalização de rotina, quando ele encontrou as portas da unidade fechadas em pleno expediente. A partir disso, Manan Rural passou a questionar a servidora, registrando a abordagem em vídeo e alegando irregularidade no funcionamento do posto.
No entanto, outro vídeo divulgado posteriormente mostra que, no momento em que o vereador chegou ao local, os servidores estavam no interior da unidade, exercendo normalmente suas funções. As imagens também esclarecem que a decisão de manter as portas de vidro fechadas não representava interrupção do atendimento, mas sim uma medida preventiva.
Conforme relatado no vídeo, a frente da unidade passava por um serviço de roçagem, o que gerava risco de estilhaços atingirem o interior do prédio, especialmente por se tratar de uma porta de vidro. Por precaução, a recepcionista optou por manter a porta fechada temporariamente, visando proteger a si mesma, os demais servidores e os usuários da unidade.
Outro ponto que chamou atenção nas imagens é o momento em que o vereador deixa o interior do posto e, em seguida, retorna já gravando o vídeo que embasou a acusação. Durante a gravação, ele confronta a servidora e eleva o tom da discussão, chegando a ameaçar dar voz de prisão por suposto desacato. “Se eu quiser, a senhora já está presa. Eu prendo aqui e chamo a polícia”, afirma o parlamentar em um trecho que gerou forte reação nas redes sociais.
O episódio reacendeu o debate sobre a forma de fiscalização exercida por agentes públicos e os limites da atuação parlamentar dentro de repartições, especialmente em ambientes sensíveis como unidades de saúde. Até o momento, não há registro de interrupção dos atendimentos nem de irregularidade formal no funcionamento da unidade, segundo as informações apresentadas nas imagens divulgadas.
O caso segue repercutindo e levantando questionamentos sobre a condução da abordagem e a exposição da servidora, que aparece visivelmente constrangida durante a discussão.




