Dados históricos e previsões meteorológicas indicam que o Rio Juruá pode permanecer elevado nos próximos meses. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac Cavalcante, os meses de janeiro, fevereiro e março são os mais chuvosos da região e concentram a maior parte das inundações registradas ao longo dos últimos 30 anos.
Levantamentos apontam que cerca de 50% das alagações em Cruzeiro do Sul ocorreram entre o final de fevereiro e o início de março, embora já existam registros de cheias também no mês de abril. Ainda assim, o comandante reforça que não é possível prever com exatidão quando o rio poderá transbordar.

As previsões dos centros meteorológicos indicam chuvas acima da média para o trimestre, influenciadas pela Zona de Convergência do Atlântico Sul, que leva grandes volumes de umidade para o Norte do Brasil, afetando diretamente o Acre e o Vale do Juruá.
Outro fator que agrava a situação é a saturação do solo, causada pelas chuvas frequentes, inclusive durante o período que normalmente seria de estiagem. Com o solo encharcado, a água escoa mais rapidamente para o rio, provocando elevações mais rápidas e abruptas do nível.
Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil seguem reforçando o monitoramento e mantendo equipes de prontidão para agir rapidamente, caso o Rio Juruá atinja a cota de transbordamento e cause impactos às famílias ribeirinhas.




