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Família pedem por justiça após homem ser morto e jogado em igarapé na região da Lagoinha

A morte de um homem identificado como Damião, de 36 anos, tem causado revolta e comoção entre familiares e moradores da região da Lagoinha, no ramal do Caracas, área de difícil acesso no interior do Acre. Segundo relatos da família, o principal suspeito teria confessado o crime e indicado o local onde o corpo foi deixado, dentro de um igarapé da comunidade.

De acordo com a irmã da vítima, Damião era trabalhador e, apesar de enfrentar problemas pessoais e fazer uso de bebida alcoólica, não era uma pessoa violenta nem costumava se envolver em brigas. Ela relatou que ele estava em acompanhamento para tratar questões de saúde mental e passaria por avaliação médica. A mãe dos dois encontra-se em tratamento de saúde em Rio Branco e, por recomendação médica, ainda não foi informada sobre a morte do filho.

O crime veio à tona nas primeiras horas da manhã de domingo, quando um sargento identificado como Fábio procurou a família após receber a informação de que o autor teria ido até uma base policial da comunidade para relatar o homicídio. Segundo testemunhas, o suspeito afirmou ter cometido o crime e jogado o corpo na água. Diante da denúncia, equipes foram mobilizadas e moradores auxiliaram nas buscas.

Um dos entrevistados contou que, ao chegarem ao local indicado, a correnteza era forte e dificultava a visualização. Após observarem atentamente, perceberam um vulto submerso. Um morador entrou na água e confirmou que se tratava do corpo de Damião. A comunidade se mobilizou e conseguiu fazer a retirada.

Inicialmente, o suspeito teria afirmado que agiu sozinho. No entanto, segundo familiares, posteriormente surgiu a informação de que outras pessoas poderiam ter participado ou presenciado o crime. O pai do suspeito teria relatado que o próprio filho mencionou a presença de terceiros, mas contatos indicados para confirmar a versão não foram mais localizados.

A família afirma desconhecer qualquer desavença que justificasse o assassinato. Segundo os relatos, Damião não tinha histórico de conflitos e era conhecido por ser tranquilo, embora apresentasse limitações cognitivas. Há ainda informações de que o suspeito já teria passagens anteriores pela polícia por outros delitos na comunidade.

Em meio à dor, a irmã mais velha da vítima declarou que não desistirá de buscar justiça. Revoltada com o que classificou como uma sequência de crimes impunes na região, ela cobra providências das autoridades e afirma que seguirá lutando para que o caso não seja esquecido. A investigação deve apurar as circunstâncias do homicídio e a possível participação de outras pessoas.

Fonte: Juruá Online

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