Colombiano Gustavo Petro, que não conseguiu eleger seu sucessor, era um importante parceiro do Brasil nas questões políticas da região.
A vitória de Abelardo De La Espriella, eleito neste domingo (21) como novo presidente da Colômbia, é mais uma pedra no efeito dominó que mostra uma mudança de ciclo político na América do Sul. Isso porque, além da própria Colômbia, países como Paraguai, Bolívia e Chile também deram uma guinada à direita e, recentemente, optaram por presidentes do campo conservador. Este novo cenário também aponta para um possível isolamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região, justamente num momento em que os Estados Unidos voltam a adotar uma postura mais crítica ao governo petista.
O assunto preocupa uma ala do Palácio do Planalto, que admite, nos bastidores, o receio de que a situação acabe por favorecer eventualmente a formação de um novo “Grupo de Lima”, mas, desta vez, contrário às posições do Brasil na geopolítica do continente.
O fórum de Lima foi criado em 2017, como forma de pressionar o governo venezuelano por conta do caos social, econômico e político enfrentado pela então gestão de Nicolás Maduro.
Ainda que essa possibilidade não se confirme, a troca de comando na Colômbia também gera apreensão porque o país vizinho estava atuando, até então, como um importante parceiro do Brasil nas questões políticas da região.
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O presidente Gustavo Petro — que não conseguiu fazer seu sucessor neste domingo na Colômbia– foi um dos principais apoiadores de Lula na articulação para condenar a ação unilateral de Donald Trump na Venezuela, em janeiro de 2026, que resultou na prisão de Maduro.
Naquela época, além da Colômbia, apenas Chile e Uruguai (entre os países da América do Sul) toparam assinar o documento que manifestava “rechaço” contra a operação militar americana.
Antes disso, mas em outra frente, Petro foi um dos poucos a endossar a articulação brasileira que cobrou do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) a apresentação dos resultados das eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. A pressão liderada por Lula contra Maduro fez com que o então presidente venezuelano rompesse com o petista.
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Enquanto Lula perde um importante aliado na Colômbia, outros presidentes da América do Sul buscam, cada vez mais, um alinhamento com Trump. Um dos fatores recentes que causaram preocupação na gestão petista foi a decisão de Argentina e Paraguai, por exemplo, de endossarem a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa lançada por Trump para a Faixa de Gaza.
Ambos os países, que são governados por presidentes à direita, foram listados entre os governos que aderiram oficialmente ao conselho trumpista e participaram presencialmente da cerimônia de lançamento durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.




