A tia do menino de 11 anos que teria sofrido violência sexual dentro de um abrigo em Cruzeiro do Sul, afirmou que encontrou o sobrinho com hematomas no rosto e citou demora na adoção de providências. Ainda segundo a tia, a criança relatou ter sido agredida por outros acolhidos. O diretor-presidente da instituição, Rinauro Lima, afirmou que não acredita que tenha ocorrido estupro e declarou que os demais jovens estão correndo risco de morte.
Ela contou que o caso teria acontecido na quinta-feira, 15, e ela soube da situação no sábado, 17, por meio de familiares. Ela acionou a Polícia Militar e foi até o abrigo, mas afirma que permaneceu mais de uma hora em frente à instituição sem conseguir atendimento.
“Quando chegamos, a polícia ligou a sirene, bateu no portão, chamou, e ninguém saiu para atender. Depois o Conselho Tutelar chegou, mas também não permitiu nossa entrada. Disseram que só poderíamos saber o que estava acontecendo na segunda-feira”, relatou.
A tia conseguiu encontrar o sobrinho no domingo, 18, após a transferência dele para outra unidade de acolhimento. Segundo ela, o menino apresentava hematomas no rosto e contou que teria sido agredido e violentado sexualmente.“Ele estava com hematomas no rosto e me contou o que tinha acontecido. Disse que tinham segurado ele, batido nele para entrar no quarto e introduzido uma escova de dentes nas partes íntimas”, afirmou.
A mulher disse que o sobrinho apresenta dificuldades de comunicação e que três adolescentes acolhidos na instituição teriam participado da agressão. A informação ainda não foi confirmada pela Polícia Civil. A familiar também questiona a demora no atendimento. Segundo ela, o episódio teria ocorrido na quinta-feira, 15, mas o exame de corpo de delito só foi realizado na terça-feira, 20.
“Quando fui à delegacia na segunda-feira, por volta das 10 horas, ainda não havia denúncia formal. Só existia o registro da ocorrência da Polícia Militar. Espero que tudo seja investigado, inclusive a possível omissão de quem deveria proteger essas crianças”, declarou.



