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Baixa do Rio Juruá eleva preços e dificulta abastecimento no interior do Acre

O nível do Rio Juruá tem registrado quedas significativas nas últimas semanas, afetando diretamente a navegação e o transporte de produtos essenciais em municípios como Cruzeiro do Sul e Porto Walter, no interior do Acre. Conforme medição do Corpo de Bombeiros na manhã desta terça-feira, 29, o rio marcou 4,04 metros, uma redução de 4 centímetros em relação ao dia anterior e 73 centímetros a menos que no mesmo período de 2024.

Para o comandante da corporação, major Josadac Cavalcante, a situação reforça a intensidade da seca neste ano. “No auge do verão, ele atingiu 4,54 metros, ou seja, mais de 40 centímetros acima do que temos hoje. Isso demonstra um cenário de seca mais severa neste ano”, declarou.

A baixa do rio traz impacto direto à economia local, especialmente na distribuição de combustível e gás, já que o transporte depende quase exclusivamente da via fluvial. Zidane Demétrio Silva, gerente do Pontão Horizonte, afirma que a diminuição da capacidade das embarcações faz o preço subir para o consumidor: “Se no inverno conseguimos trazer 200 botijões de gás, agora conseguimos apenas 50 ou 70. Isso faz o preço subir de 10% a 15%. Com a gasolina é a mesma coisa: a dificuldade de transporte aumenta o custo e quem paga a conta é o consumidor”

Além do desafio da seca, a situação é agravada pela ausência de acesso rodoviário eficiente. A estrada de 84 km entre Porto Walter e Cruzeiro do Sul está bloqueada desde 2023, devido a questões ambientais e falta de diálogo com as comunidades indígenas da Terra Indígena Jaminawá do Igarapé Preto. O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) assumiu a retomada do projeto em 2025, mas ainda não há previsão para a conclusão.

Durante as festividades de aniversário de Porto Walter, em junho, o presidente da Câmara Municipal, vereador Rosildo Cassiano, fez um apelo público para que a estrada seja liberada. “Se tivéssemos estrada, poderíamos receber combustível e gás com mais facilidade e a preços menores. É urgente resolver essa questão”, afirmou.

Enquanto a infraestrutura não avança, os moradores da região enfrentam dificuldades diárias para obter combustíveis e gás a preços justos, agravando a vulnerabilidade da população diante das condições naturais adversas.

Por Folha do Acre / Foto: reprodução

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