Segue internada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, a menina de 7 anos, que teve meningite pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. A criança está em isolamento mas não apresenta maus quadro ativo de meningite.
Apesar de boatos de mortes pela doença e outras pessoas internadas devido à meningite, as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde negam as duas situações.
SEIS CASOS EM 2026
Em Cruzeiro do Sul este ano já foram confirmados seis casos de meningite. Foram duas crianças, sendo uma de 6 meses e outra de 7 anos, além de adultos com idades entre 31 e 43 anos e um idoso de 66 anos. Não houve mortes pela doença em 2026.
O último caso foi notificado na segunda-feira, 18, em uma criança de 7 anos, que estuda no Instituto Santa Teresinha, uma unidade particular de ensino da cidade. Apesar da gravidade da doença, a Secretaria Municipal de Saúde informou que neste caso ,não houve recomendação para suspensão das aulas nem quimioprofilaxia dos contatos, seguindo protocolos do Ministério da Saúde.
A coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Rafaela Oliveira, informou que a criança segue em recuperação e o município acompanha a situação.
“Esse tipo de bactéria não costuma causar surtos em ambiente escolar, por isso não houve necessidade de suspender as aulas. Seguimos monitorando e orientando a comunidade escolar”, afirmou.
Ela também alertou para sintomas como febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele, orientando a população a procurar atendimento médico ao apresentar os sinais da doença.
VACINAS
A coordenadora de imunização do município, Tayana Félix, afirmou que as unidades de saúde estão abastecidas com vacinas e reforçou a importância da imunização.
“Nosso município está abastecido com a vacina da meningite e estamos reforçando ainda mais as unidades. A vacina é a principal forma de prevenção”, disse.

Atualmente, o esquema vacinal contra meningite ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)começa ainda na infância, com a vacina meningocócica aplicada aos 3 e 5 meses de idade. O reforço é realizado aos 12 meses com a vacina meningocócica ACWY. Já os adolescentes de 11 a 14 anos também recebem a dose de reforço da ACWY. Tayana também lamentou que a procura aumente apenas após casos confirmados da doença.“A população ainda tem muito tabu sobre vacina. Antes desse caso, a procura era baixa. Agora, muita gente está buscando a ACWY fora da faixa etária liberada”, destacou.
A meningite pneumocócica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae e pode atingir as meninges, membranas que revestem o cérebro. Rafaela explicou ainda que a Vigilância Epidemiológica realiza o monitoramento contínuo da situação no município




