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Foragido da Paraíba suspeito pela morte de policial morre em confronto no Acre

Jorge teria reagido e efetuado disparos, dando início a um confronto armado.

Uma operação integrada entre as Polícias Civis da Paraíba e do Acre terminou com a morte de Jorge Henrique dos Santos Fernandes, conhecido como “Jorge Negão”, apontado como um dos investigados pela morte do policial civil paraibano Jerre Adriano de Sousa Ribeiro. O foragido foi localizado nesta quarta-feira (19), em uma propriedade situada na zona rural de Bujari, no interior do Acre, onde, segundo as investigações, estava escondido havia aproximadamente dois anos.

A ação mobilizou equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) da Polícia Civil da Paraíba, Polícia Civil do Acre, Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/AC), Unintelpol/PB e GAECO/PB.Descobrir maisTurismo no AcreNotíciasJornais Locais

O endereço onde Jorge Henrique estava foi identificado após um trabalho de inteligência realizado pelas forças de segurança. Durante as diligências, os investigadores conseguiram confirmar que o suspeito havia deixado a Paraíba e adotado uma rotina clandestina no interior acreano para evitar ser localizado.

No momento em que os policiais chegaram ao imóvel para cumprir a prisão, Jorge teria reagido e efetuado disparos, dando início a um confronto armado com as equipes. Durante a troca de tiros, ele foi atingido.

Duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo uma de suporte básico e outra de suporte avançado, foram encaminhadas ao local. No entanto, quando os profissionais chegaram, Jorge Henrique já estava sem vida. A equipe médica apenas confirmou o óbito.

Após os procedimentos no local, o corpo foi levado pela Polícia Civil ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaria pelos exames cadavéricos.

Armas e documento falso foram apreendidos

Durante a operação, os policiais encontraram no imóvel uma espingarda, uma pistola e uma identidade falsa. Conforme as informações repassadas pelas equipes envolvidas na ação, o documento seria utilizado pelo investigado para ocultar sua verdadeira identidade enquanto permanecia foragido.

Jorge Henrique já respondia a processo por roubo no município de Pombal, na Paraíba, e também era investigado por dois homicídios. Entre os crimes está a morte do policial civil Jerre Adriano de Sousa Ribeiro.

Segundo a investigação da Polícia Civil paraibana, o assassinato do agente teria sido planejado com o objetivo de roubar a arma funcional que ele carregava.

Policial foi morto após deixar vaquejada

Jerre Adriano foi assassinado em 9 de setembro de 2023, quando deixava uma vaquejada realizada no município de Cajazeirinhas, no Sertão da Paraíba.

O caso foi tratado como latrocínio, roubo seguido de morte

O caso foi tratado como latrocínio, roubo seguido de morte | Foto: ContilNet

No início das investigações, a polícia chegou a trabalhar com a possibilidade de o crime ter sido motivado por uma discussão de trânsito causada pelo congestionamento na saída do evento. No entanto, o avanço das diligências mudou a linha investigativa.

Quatro suspeitos foram presos no dia seguinte, nas cidades de João Pessoa e Pombal. A partir das prisões, os investigadores passaram a reunir novas informações sobre a dinâmica do assassinato.

Imagens de câmeras de segurança, placas de veículos e outros elementos foram analisados pelas equipes responsáveis pelo caso. Durante uma coletiva de imprensa realizada na época, o delegado Afrânio Brito, que conduzia as investigações, afirmou que os indícios apontavam para uma ação criminosa planejada.

A principal linha investigativa passou a considerar que os criminosos tinham como objetivo matar o policial para tomar sua pistola funcional. O caso foi tratado como latrocínio, roubo seguido de morte.

Jerre Adriano integrava a Polícia Civil da Paraíba desde 2016 e trabalhava na Delegacia de Passagem, vinculada à 15ª Delegacia Seccional de Patos. Após a morte do agente, a instituição policial paraibana divulgou uma nota de pesar.

Com a localização de Jorge Henrique no Acre, a operação desta quarta-feira encerrou uma fuga que, segundo as investigações, durava cerca de dois anos. O suspeito morreu após o confronto com os policiais durante a tentativa de cumprimento da ordem de prisão.

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