O diretor do presídio de Cruzeiro do Sul, Elves Barros, detalhou a realização da Operação Mute, realizada nesta semana na unidade prisional. A ação faz parte de uma mobilização nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com apoio da Polícia Penal Federal e das polícias penais estaduais.
Segundo o gestor, a operação contou com a participação de mais de 50 policiais penais, vindos de diferentes municípios do Acre, além do efetivo local, com o objetivo de intensificar as revistas estruturais e o combate a ilícitos dentro do sistema prisional.
Durante a ação, foram apreendidos dois aparelhos celulares com carregadores e fones de ouvido, além de um estoque de ferro retirado da estrutura de uma das celas. Não houve registro de apreensão de entorpecentes nesta edição da operação.
Elves Barros informou que também foram identificadas pequenas avarias e perfurações em paredes das celas, o que pode indicar tentativas de fuga, embora nenhuma ação concreta tenha sido confirmada.
Os detentos responsáveis pelos materiais apreendidos foram identificados e deverão responder a procedimentos administrativos e, conforme o caso, também na esfera criminal.
O presídio de Cruzeiro do Sul abriga atualmente cerca de 830 internos, o que, segundo a direção, reforça a necessidade de ações contínuas de fiscalização e segurança.
“Nosso trabalho é diário para manter a ordem e impedir o uso de celulares dentro da unidade, já que eles podem ser utilizados para comunicação externa e até para articulação de crimes”, destacou o diretor.
A Operação Mute integra um conjunto de ações nacionais voltadas ao fortalecimento da segurança prisional e ao enfrentamento ao crime organizado dentro das unidades do sistema penitenciário brasileiro.
