Entre os principais destinos, o Peru manteve-se como maior parceiro comercial do Acre em 2025
O Acre encerrou o ano de 2025 com desempenho positivo na balança comercial, registrando um superávit de US$ 93,72 milhões e consolidando o crescimento das exportações do estado. No acumulado do ano, dados publicados pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), as vendas externas somaram US$ 98,90 milhões, alta de 13,3% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pelo extrativismo.
A pauta exportadora foi liderada pela carne bovina, responsável por 27,9% do total comercializado, seguida pela soja (20,6%) e pela carne suína (16,8%). O desempenho foi influenciado pela safra da soja, com maior volume de embarques nos meses de março e abril, período que garantiu os maiores saldos comerciais do ano.
No último trimestre, as exportações apresentaram oscilações, mas fecharam o ano em alta. Em outubro, o estado exportou US$ 8,86 milhões, com forte participação da carne bovina. Novembro registrou retração, com US$ 6,74 milhões, mas dezembro voltou a crescer e fechou com US$ 8,14 milhões, alta de 20,9%, puxada pela carne e pela castanha-do-Brasil, que respondeu por 18,6% das vendas do mês.
Entre os principais destinos, o Peru manteve-se como maior parceiro comercial do Acre em 2025, concentrando 27,2% das exportações, especialmente de carne suína e castanha. Os Emirados Árabes Unidos ficaram na segunda posição (11,7%), seguidos por Turquia, Filipinas e, no mês de dezembro, a Argélia, que se destacou na compra de carne e animais vivos.
Apesar do resultado positivo, a logística segue como um dos principais desafios. Cerca de 67% das exportações ainda dependem do transporte marítimo, com longos trajetos até os portos de Santos (SP) e Manaus (AM). Já as importações permanecem baixas, concentradas em itens específicos, como aeronaves, equipamentos de telecomunicações e materiais de uso estratégico, o que contribui para a manutenção do superávit.
Com esse desempenho, o Acre fecha 2025 com perspectiva de continuidade no crescimento das exportações. Para 2026, a expectativa é de fortalecimento das cadeias produtivas locais e de avanços logísticos que permitam ao estado ampliar sua presença em mercados internacionais.
Fonte: ContilNet




