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Relatório aponta que Bolsonaro não realizou leitura nem trabalho para reduzir pena

Documento enviado ao STF detalha rotina do ex-presidente na prisão, com atendimentos médicos frequentes, caminhadas e visitas

Um relatório encaminhado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) nesta sexta-feira (30) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que Jair Bolsonaro (PL) não realizou atividades de leitura com fins de remição de pena nem exerceu trabalho interno. Isso ocorreu apesar de o ex-presidente ter solicitado participação no programa de remição por leitura.

O documento reúne registros diários da rotina de Bolsonaro na Papudinha entre 15 e 27 de janeiro de 2026. Ele está preso desde 15 de janeiro e cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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O relatório foi elaborado em cumprimento a determinação de Moraes e apresenta, de forma cronológica, informações sobre atendimentos médicos, atividades físicas, visitas, assistência religiosa e demais procedimentos acompanhados pela Polícia Militar na unidade prisional.

Segundo o documento, Bolsonaro recebeu atendimentos médicos praticamente todos os dias, realizados por profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e por médicos particulares.

A PMDF informou que as consultas consistiram, em sua maioria, em avaliações clínicas de rotina, com monitoramento de sinais vitais e acompanhamento preventivo do estado geral de saúde do ex-mandatário.

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Também foram registradas sessões de fisioterapia em diversos dias, além de atividades físicas supervisionadas, principalmente caminhadas em horários determinados. Em algumas datas, o ex-presidente chegou a realizar mais de um período de caminhada. Em outras, não houve registro de atividade física.

A rotina descrita inclui ainda atendimentos frequentes de advogados, com duração que variou de poucos minutos a mais de duas horas.

O relatório também registra visitas familiares, entre elas encontros com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e com o vereador Carlos Bolsonaro (PL), sempre em datas e horários previamente definidos.

Houve ainda registro de assistência religiosa, com a presença do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni em dois dias.

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