O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na sede da Acisa
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, anunciou nesta terça-feira (3) sua saída do Partido Liberal, legenda pela qual foi eleito em 2024. A decisão, segundo ele, partiu da direção nacional do partido e foi comunicada por telefone pelo presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na sede da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre, em Rio Branco.
De acordo com o prefeito, a definição ocorreu após reunião entre Valdemar, o senador Rogério Marinho e o senador acreano Marcio Bittar. O encontro tratou do posicionamento do partido nas eleições estaduais.
Reunião em Brasília e “negativa” da nacional
Durante a coletiva, Bocalom afirmou que esteve recentemente em Brasília para conversar com Valdemar da Costa Neto e tratar da possibilidade de disputar o governo do Estado pelo PL.
“Vocês viram já na minha rede. Eu já fiz o comunicado que, infelizmente, nós tivemos uma negativa na Nacional, mesmo depois de a gente ter estado lá com o nosso presidente Valdemar da Costa Neto, que fez questão de deixar um bom tempo disponível para nos ouvir”, declarou.
Segundo ele, Valdemar teria demonstrado surpresa com um documento encaminhado pelo diretório regional do partido e solicitado cópia para análise. “Ele ficou surpreso naquele momento com o documento que o PL Regional havia encaminhado para a gente. Pediu a cópia do documento e disse que ia conversar com o senador Márcio Bittar e com a executiva para ver o que estava acontecendo”, relatou.
Decisão comunicada por telefone
Ainda de acordo com o prefeito, nesta terça-feira (3) ele recebeu uma ligação de Valdemar comunicando o desfecho da conversa com os demais dirigentes.
“Ele disse que infelizmente, lá na conversa com Rogério Marinho e com o próprio Márcio, a decisão tomada é de que eu estaria então liberado para ir para outro partido, porque o PL não terá candidatura de governador”, afirmou.
Bocalom disse que respeita a decisão da cúpula partidária e destacou a forma como foi tratado pelo presidente nacional da sigla. “Eu chamei ele de pai político, porque a forma com que ele me tratou lá, realmente eu nunca tinha sido tratado a nível de Brasil com tanto carinho, com tanto apreço”, declarou.
O prefeito também afirmou que, segundo o relato de Valdemar, houve conversa entre Rogério Marinho, Márcio Bittar e o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, indicando alinhamento entre as siglas.
“A alegação do Márcio e do Rogério Marinho é que eles tinham feito uma conversa com o Ciro Nogueira e que vão ficar juntos lá com o PP”, disse.
Ele avaliou que uma candidatura própria ao governo poderia fortalecer o partido, mas reconheceu que a decisão foi tomada pela direção nacional.
Durante a coletiva, Bocalom relembrou que já deixou outras legendas ao longo da trajetória política.
“É a terceira vez que eu sou convidado a deixar um partido. Foi assim no PSDB, depois no Democratas e depois no PP, para não disputar pelo PP a reeleição”, afirmou.
Com a liberação oficial do PL, o prefeito agora fica livre para buscar uma nova sigla caso decida disputar o governo do Estado nas próximas eleições.




