Entre as infrações registradas pelos policiais estão: conduzir veículo com equipamento de iluminação e sinalização alterados; dirigir sem cinto de segurança; deixar de dar passagem a viatura policial em serviço de urgência; dirigir usando calçado que não se firme nos pés; conduzir veículo com equipamento ou acessório proibido e conduzir veículo sem equipamento obrigatório.
Ao todo, o motorista teve que desembolsar R$1.031,08, somente com pagamento de infrações de trânsito, mais R$120 reais de custos com vistoria; totalizando R$1.151,08.


O trabalhador autônomo Francimar Gomes da Cruz, de 44 anos, relatou a nossa reportagem que, no dia de 10 de fevereiro, conduzia seu veículo, na região do bairro da Cohab, em Cruzeiro do Sul, quando foi abordado por uma viatura policial. Segundo ele, a abordagem teria ocorrido após uma suposta demora em dar passagem ao veículo oficial.
De acordo com Francimar, os policiais teriam iniciado a abordagem de forma intimidadora, questionando o motivo de ele estar dirigindo em baixa velocidade pela faixa da direita, o que, segundo os agentes, estaria atrapalhando o trânsito. Em seguida, os policiais realizaram uma checagem completa no veículo.
“Eles já chegaram intimidando. Perguntaram por que eu estava devagar na faixa da direita e disseram que eu estava atrapalhando o trânsito. Depois fizeram uma vistoria completa no carro e, como não encontraram nenhuma irregularidade, colocaram na multa que eu estava sem cinto de segurança. Tentei explicar que só tinha tirado o cinto para sair do carro, mas não aceitaram”, afirmou.
Ainda segundo o motorista, após a fiscalização os policiais acionaram um guincho e o veículo foi removido para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

“Gastei cerca de R$200 com guincho, diárias de pátio, vistoria e outras taxas, além da multa aplicada. Também perdi um dia de trabalho”, disse.
A abordagem teria sido realizada por policiais do Pelotão de Trânsito (Peltran) do 6º Batalhão da Polícia Militar, em Cruzeiro do Sul. O caso ocorreu no dia 10 de fevereiro, no bairro Cohab, e resultou na aplicação de sete multas e na remoção do veículo para o pátio do Detran.
“Seria importante que houvesse um trabalho mais humanizado e educativo por parte da Polícia Militar. Nem todo cidadão é bandido para ser tratado dessa forma”, concluiu.
Até o momento, a Polícia Militar não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.




