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Neurologista alerta para alta incidência de Guillain-Barré no Acre e detalha sintomas no Médico 24 Horas

O médico e apresentador Dr. Fabrício Lemos recebeu, nesta segunda-feira (23), no programa Médico 24 Horas, exibido pelo ac24horas, a neurologista Dra. Lidiane Macêdo. Durante a entrevista, a especialista explicou os principais aspectos da síndrome de Guillain-Barré e alertou para o número elevado de casos registrados no Acre.

A síndrome de Guillain-Barré é uma condição em que o sistema imunológico passa a atacar o sistema nervoso periférico, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. O problema geralmente surge após infecções comuns, como gastroenterites ou doenças virais.

O Guillain-Barré é uma resposta imune do nosso corpo, exacerbada. O grande conhecimento que a gente tem é que ele pode surgir após infecções, principalmente por uma bactéria chamada Campylobacter, que causa gastroenterite. A pessoa tem aquela infecção intestinal, melhora, e semanas depois começa a desenvolver a doença. Mas não é só isso, pode acontecer também depois de dengue, chikungunya ou outras infecções. É uma resposta autoimune do corpo”, explicou.

Ela ressalta que nem todas as pessoas que enfrentam infecções irão desenvolver a síndrome. “Não é inevitável. É uma resposta do corpo, como se fosse uma roleta. Algumas pessoas vão desenvolver, outras não, mesmo tendo passado pela mesma infecção”, afirmou.

Um dos principais desafios do Guillain-Barré é o início discreto dos sintomas, que pode levar a confusões no diagnóstico. “Na forma mais comum, o Guillain-Barré começa de baixo para cima, o que a gente chama de forma ascendente. Começa com uma fraqueza nos pés, uma dormência, e vai subindo pelas pernas, podendo atingir os braços e até os nervos cranianos. Pode chegar a causar paralisia facial, dificuldade para respirar, dependendo da gravidade”, detalhou.

Foto: Iago Nascimento/ac24horas

A neurologista explica que o quadro ocorre porque o sistema imunológico passa a atacar estruturas essenciais dos nervos. “O nosso organismo começa a atacar a mielina, que é como se fosse a capa de proteção dos nervos, ou até o próprio axônio. Eu sempre explico para os pacientes imaginarem como se fossem fios elétricos do corpo. Se você danifica esses fios, a comunicação do corpo deixa de funcionar direito. Isso pode ser muito grave”, disse.

Lidiane reforçou que o reconhecimento precoce dos sinais é decisivo para evitar complicações mais severas. “Esses quadros muitas vezes começam leves, vão evoluindo aos poucos, e acabam sendo confundidos com outras situações, como ansiedade ou algo passageiro. Só que, se não for tratado, pode evoluir e causar um quadro mais grave. Por isso, qualquer fraqueza progressiva, alteração de sensibilidade, precisa ser investigada rapidamente”, alertou.

Após explicar a doença, a neurologista chamou atenção para a frequência de casos no estado, considerada acima do esperado para uma condição rara. “Eu vi muito Guillain-Barré na minha formação, porque o serviço onde eu fiz residência é referência no Brasil. Mas aqui no Acre eu achei a quantidade de casos muito grande, levando em conta o tamanho da nossa população. Eu já fiquei com dois pacientes internados ao mesmo tempo com Guillain-Barré no pronto-socorro. Então, é muito, já que é considerado uma doença rara. Chama a atenção”, destacou.

Diante desse cenário, a especialista informou que já iniciou levantamentos para compreender melhor o perfil dos pacientes e possíveis fatores associados ao aumento dos casos no Acre.

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