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Vazante do Rio Juruá obriga o retorno de rabetões e dobra o tempo de viagem entre municípios isolados no Acre

Devido à vazante do Rio Juruá, o transporte de passageiros na região voltou a ser realizado por meio de rabetões, embarcações mais lentas e adequadas para períodos de baixa profundidade do rio. A mudança no tipo de transporte deve provocar um aumento significativo no tempo de viagem entre os municípios atendidos pela via fluvial.

Para se ter uma ideia, o percurso entre Cruzeiro do Sul e o município de Marechal Thaumaturgo, que normalmente é feito em cerca de 6 horas de lancha, pode passar a durar até 12 horas com o uso do rabetão. A alteração impacta diretamente moradores e viajantes que dependem do rio como principal meio de deslocamento.

Entre as principais razões para a mudança estão o baixo nível das águas, causado pela vazante do Rio Juruá, e os riscos de colisão com galhos e troncos de madeira presentes no leito do rio, o que torna a navegação de lanchas mais rápidas insegura neste período. As embarcações menores e mais lentas oferecem maior controle e reduzem a possibilidade de acidentes.

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