O deputado federal Zezinho Barbary voltou a defender publicamente a construção da estrada que pretende ligar o município de Porto Walter a Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá. Para o parlamentar, a obra representa dignidade, desenvolvimento e o direito básico de ir e vir para a população de uma das cidades mais isoladas do Acre.
Conhecedor da realidade da região — onde já foi prefeito — Zezinho destaca que a estrada é uma demanda antiga da população. Segundo ele, a dependência exclusiva do Rio Juruá impõe sérias dificuldades, especialmente nos períodos de estiagem, quando o nível das águas baixa e compromete o transporte de pessoas e mercadorias.
“A estrada significa acesso à saúde, à educação, ao comércio e à oportunidade. Quando o rio seca, a população fica praticamente isolada. É preciso olhar para essas famílias que enfrentam dificuldades históricas”, afirmou.
O deputado esclareceu que a execução inicial do projeto ocorreu por meio de parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura, com recursos estaduais conveniados com o município, rebatendo informações de que teriam sido utilizadas emendas parlamentares para a abertura da via.
Diante do impasse judicial que suspendeu o andamento da obra, Zezinho informou que destinou novos recursos ao Governo do Estado para a realização de estudos técnicos e ambientais, com o objetivo de atender todas as exigências legais e garantir que o projeto avance de forma regular.
No entanto, o parlamentar criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio do recurso destinado aos estudos.
“É um recurso para estudo, para atender às exigências ambientais e encontrar a melhor alternativa possível. Ao invés de facilitar o desenvolvimento, houve o bloqueio. Precisamos que as autoridades conheçam de perto a realidade da nossa região”, declarou.
Para Zezinho Barbary, a ligação terrestre é estratégica não apenas para Porto Walter, mas para todo o Vale do Juruá. Ele reafirmou o compromisso de continuar buscando alternativas legais e institucionais para viabilizar a estrada e garantir melhores condições de vida à população.
“A luta é pelo direito de ir e vir. É pelo desenvolvimento. E eu não vou deixar de defender o que é justo para o nosso povo”, concluiu.
