A Justiça Eleitoral está preparando as Eleições 2026 na 4ª Zona Eleitoral no Vale do Juruá. Em reunião realizada nesta quarta-feira, 8, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Cruzeiro do Sul, a presidência da corte, representantes das forças de segurança e de prefeituras da região discutiram a estratégia para assegurar que as urnas e os mesários cheguem até as comunidades mais distantes da região. A 4ª zona eleitoral abrange cinco municípios, dois deles isolados por via terrestre, e possui 42 locais de votação classificados como de difícil acesso. Há localidades onde as urnas e as equipes só chegam de helicóptero.
Participaram do encontro a presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, a diretora-geral do Tribunal, Maria Verônica da Costa, a juíza eleitoral da 4ª Zona, Rosilene Santana, além de representantes do Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, representantes de Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.
A juíza Rosilene Santana destacou que a realidade da 4ª Zona Eleitoral exige um planejamento diferenciado. Segundo ela, a zona eleitoral abrange cinco municípios, dois deles isolados por via terrestre, e possui 42 locais de votação classificados como de difícil acesso. Há localidades onde as urnas e as equipes só chegam de helicóptero. “Hoje realizamos nossa primeira reunião de segurança, reunindo todos os parceiros que atuam durante o processo eleitoral. Nossa logística é diferenciada e depende da atuação integrada das forças de segurança para garantir que as urnas, os mesários e toda a estrutura cheguem às comunidades mais distantes”, afirmou.
Ela explicou que o período das eleições coincide com a estiagem na região, o que dificulta ainda mais o transporte.“Em muitos locais só conseguimos chegar pelos rios, mas com a seca precisamos criar rotas alternativas. Há comunidades onde o acesso só é possível por helicóptero, por isso a parceria com o Exército é fundamental”.

A 4ª Zona Eleitoral contará com 449 seções eleitorais, distribuídas entre áreas urbanas, rurais e comunidades de difícil acesso.A presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro, ressaltou que organizar eleições na Amazônia exige planejamento antecipado e cooperação entre diversas instituições. “Eleição na Amazônia se faz com parceria, estratégia e alinhamento. A Justiça Eleitoral trabalha muitos meses antes para que tudo esteja pronto no dia da votação e para que o eleitor exerça seu direito com tranquilidade e segurança”.
Ela lembrou que o Acre tem nove zonas eleitorais distribuídas pelos 22 municípios e cerca de 2.800 urnas eletrônicas que precisam ser transportadas e monitoradas.“Estamos a 88 dias das eleições e precisamos avançar em todas as etapas. Não é apenas transportar urnas. Precisamos garantir energia elétrica, comunicação via satélite, capacitação dos mesários e segurança em todas as fases do processo”.
A magistrada também destacou que as mudanças climáticas seguem como um dos principais desafios. Nas eleições municipais de 2024, a intensa seca e a fumaça provocaram dificuldades operacionais, cenário que pode se repetir este ano.
Di Ac24Horas










