publicidade

Fachin responde EUA e diz que liberdade de expressão no Brasil tem apenas ‘limitações pontuais’

Presidente do STF classificou como ‘distorcidas’ as conclusões do relatório da CCJ dos EUA que identificou violações à liberdade de expressão no Brasil

presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)Edson Fachin, respondeu, por meio de nota oficial desta quinta-feira (2), ao relatório do Comitê do Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (CCJ) que identificou violações à liberdade de expressão no Brasil.

No documento, Fachin esclarece que o Brasil emprega a liberdade de expressão com “robustez” e que haveria apenas “limitações pontuais” nesse sentido, que teriam intenção de combater “milícias digitais” e “ataques à democracia”.

No documento, a CCJ manifestava preocupação sobre decisões da Justiça do Brasil a respeito de redes sociais. O documento alegava que o ministro Alexandre de Moraes pratica censura e guerra jurídica que poderiam interferir nas eleições deste ano. 

“Tal primazia, contudo, não confere caráter absoluto à liberdade de expressão. Entende-se que, em determinados casos, a liberdade de expressão pode excepcionalmente sofrer limitações pontuais, em particular quando estas sejam necessárias à preservação da eficácia de outro direito fundamental. Do mesmo modo, não se pode alegar o direito à liberdade de expressão para o cometimento de crimes tipificados em lei”, escreve Fachin.

“As ordens de remoção de conteúdo em plataformas digitais dadas pelo Supremo Tribunal Federal inserem-se no contexto de investigações que têm por objeto a instrumentalização criminosa de redes sociais por milícias digitais, com a finalidade da prática de diversas infrações penais, em especial aos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal), golpe de Estado (art. 359-M do Código Penal) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal)”, acrescenta.

Fachin afirmou ainda que as conclusões da CCJ dos EUA seriam “distorcidas”. Ele ressaltou que a Constituição brasileira garante a liberdade de imprensa e que a jurisprudência recente barrou censura em universidades e coibiu o assédio judicial contra jornalistas, citando decisões específicas, de 2018 a 2024, tomadas por diversos ministros.

Compartilhe:
publicidade

Relacionados

Gonet vê indícios de interferência de Mendonça. Procedimento de controle externo da atividade policial vai apurar possíveis irregularidades A atuação

Presidente do STF pede para Mendonça se manifestar sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento O presidente

Ministro afirmou que nova lei segue parâmetros definidos pelo STF, visando ampliar a proteção de menores O ministro Gilmar Mendes,

publicidade

publicidade

publicidade

Vídeos rápidos

publicidade

publicidade

Mais no AgoraAcre.com

A Polícia Militar do Acre, por meio do 6º Batalhão, já cumpriu 146 mandados de prisão em 2026 em Cruzeiro

Marcíso Coelho Ferreira, de 38 anos, foi preso nesta terça-feira, 8, após ser flagrado furtando carne de um supermercado no

Decisão atende pedido de Andrei Rodrigues e conclui que mudança na PF impactaria investigação sobre desvio de recursos públicos para

Alguns personagens já se tornaram figuras conhecidas das campanhas eleitorais na cidade. Cada um com seu estilo, sua estratégia e,

Entidades defendem recuperação da BR-364, integração regional, infraestrutura e maior diálogo com o poder público Representantes do setor empresarial entregaram

José Roberto Silva da Costa, conhecido como “Novão”, que havia deixado há poucos dias a unidade prisional de Cruzeiro do