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Lulinha se diz vítima de “vilania” e vê movimento político para prejudicar o pai

Filho mais velho do presidente Lula (PT) tem dito a pessoas próximas que está tranquilo com investigações que apuram envolvimento com fraude no INSS

O filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tem dito a amigos, advogados e parlamentares se considerar vítima de uma nova “vilania”, segundo apuração do SBT News.

Ele teve os sigilos quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do STF, e também pela CPMI do INSS por suspeita de fazer parte de um esquema de fraude na Previdência.

Segundo relatos de pessoas próximas, Lulinha diz estar tranquilo e avalia que há um movimento para envolver o nome do governo e de seu pai com o objetivo de criar um clima político desfavorável para o governo.

O filho do presidente já havia sido alvo de inquéritos na Lava Jato para investigar repasses superiores a R$ 100 milhões do grupo Oi para a sua empresa, a Gamecorp, de produção de conteúdo digital e audiovisual.

O caso foi transferido da Vara de Curitiba para a Justiça de São Paulo, mas foi arquivado em 2022 por falta de provas e pela suspeição de Sergio Moro no âmbito da Lava Jato.

Quebras de Sigilo

CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha por suspeita de envolvimento nas fraudes via descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões.

No pedido de quebra de sigilos, o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), diz que Lulinha teria atuado como “sócio oculto” do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, uma das peças centrais do escândalo.

Mensagens interceptadas mostram que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, amiga do filho de Lula, o “Careca” teria informado se tratar de “o filho do rapaz”, que seria Lulinha.

Houve bate-boca, empurrões e tumulto entre parlamentares, com a base governista acusando o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraudar deliberadamente o quórum de votação para conseguir aprovar a quebra de sigilo.

A intenção, segundo afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ao SBT Newsé pedir a anulação da votação e levar o caso ao Conselho de Ética.

+Viana rebate governistas e diz que votos não foram suficientes para barrar quebra de sigilo de Lulinha

Em janeiro, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), já havia dado aval em janeiro a um pedido da Polícia Federal para quebrar os sigilos do filho de Lula. Os dados já estão em posse da Polícia Federal. As informações foram reveladas pelo jornal digital Poder360 e confirmadas pelo SBT News.

As quebras do sigilo de Lulinha foram autorizadas no âmbito das investigações sobre as fraudes no INSS. Segundo a PF, uma organização criminosa promoveu descontos ilegais nos pagamentos de aposentados e pensionistas em busca de enriquecimento ilícito.

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