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Toffoli prorroga por 60 dias investigações sobre operação da compra do Banco Master pelo BRB

Investigação chegou ao STF em dezembro de 2025. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte. A apuração tramitava na Justiça Federal em Brasília.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações sobre suspeitas de irregularidades na operação de venda do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Na decisão, Toffoli afirma que houve um pedido da Polícia Federal (PF) por mais prazo.

Esta frente de investigação chegou ao Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte. A apuração tramitava na Justiça Federal em Brasília.

A Polícia Federal afirma que o Master emitiu Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. O retorno, no entanto, era irreal. Segundo a corporação, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões.

De acordo com a PF, há indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o BRB chegou a fechar um acordo para comprar o Banco Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.

A PF prendeu Vorcaro em novembro, mas o banqueiro foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Nesta semana, em um desdobramento, a Polícia Federal realizou uma operação para aprofundar as investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Master.

As apurações apontam que o grupo investigado se aproveitou, de forma sistemática, “de vulnerabilidades do mercado de capitais” para realizar fraudes, utilizando fundos de investimento e elos societários, familiares ou funcionais.

Para a PF, há indícios de que o grupo investigado, formado por Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao Master, teria cometido, pelo menos, cinco crimes:

  • organização criminosa;
  • gestão fraudulenta de instituição financeira;
  • induzimento ou manutenção em erro de investidor;
  • uso de informação privilegiada e manipulação de mercado;
  • lavagem de dinheiro.

Os investigadores identificaram operações com ativos sem liquidez e artificialmente precificados, além de transações entre partes relacionadas sob controle de indivíduos com ligações societárias ou familiares com o Banco Master. O esquema teria contado com laranjas e sócios ocultos.

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