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Acordo Mercosul-UE integrará 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 tri

Tratado, que se arrastava há 26 anos, foi destravado nesta sexta-feira (9), com a ratificação no Conselho Europeu.

O acordo entre Mercosul e União Europeia irá reunir cerca de 720 milhões de pessoas e somará um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões, segundo informações dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, informaram as pastas.

O tratado, que se arrastava há 26 anos, foi destravado nesta sexta-feira (9), com a ratificação no Conselho Europeu após a Itália abrir caminho para a formação de maioria. Era necessário que ao menos 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população do bloco, fosse favorável.Play Video

A assinatura do acordo deve ocorrer no próximo dia 17, em Assunção, capital do Paraguai, país que assumiu a presidência rotativa do Mercosul no fim de 2025

Em comunicado após o anúncio da autorização no Conselho Europeu da assinatura do acordo, a alemã apontou: “ouvimos as preocupações dos nossos agricultores e do nosso setor agrícola e agimos em conformidade”.

Próximos passos

O novo acordo entra em vigor de forma integral depois que todos os Estados-Membros da União Europeia e as partes do Mercosul concluírem a ratificação, de forma que o regimento atual permanecerá como oficial até que o novo seja oficializado.

Ratificado nesta sexta, esse é o maior acordo comercial já firmado pela UE, com potencial de provocar uma das maiores reconfigurações no comércio agrícola global das últimas décadas.

De acordo com o texto, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da União Europeia, incluindo automóveis, ao longo de um período de 15 anos. A UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos.

Apoiadores da Comissão Europeia argumentavam que ele oferece uma alternativa à dependência da China, principalmente no âmbito de minerais críticos como o lítio e metal essencial para baterias. Ele garantirá a isenção de impostos sobre a exportação da maioria desses materiais.

Na reunião em Bruxelas, foi o aval da Itália que abriu o caminho para que o Conselho formasse maioria para a aprovação.

Benefícios ao Brasil

Além de significar uma abertura adicional de mercado, o tratado é visto como uma peça-chave de diversificação comercial em um cenário no qual o principal destino da carne bovina brasileira, a China, começa a impor limites ao ritmo das importações.

No caso específico do Brasil, ele representa a possibilidade de ampliar exportações com maior valor agregado para um mercado sofisticado e com maior previsibilidade institucional.

*Com informações de Manoela Carlucci, da CNN Brasil

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