publicidade

Câmara vota urgência para proibir cobrança por bagagem de mão e pressão sobre companhias aéreas aumenta

A Câmara dos Deputados deve votar já nesta semana o pedido de urgência para o projeto que proíbe a cobrança de bagagem de mão em voos nacionais e internacionais. A medida ganhou força após a Latam iniciar a cobrança em outubro de 2024 e a Gol adotar a mesma prática nos últimos dias. Com isso, passageiros passaram a ter direito gratuito apenas a uma bolsa ou mochila que caiba sob o assento, enquanto a mala pequena de até 10 ou 12 quilos passou a ser tarifada em voos internacionais.

O projeto, protocolado em 8 de outubro de 2025 pelo deputado Da Vitória (PP-ES), determina que todas as companhias aéreas que operam no Brasil, brasileiras ou estrangeiras, sejam obrigadas a permitir o transporte gratuito de uma mala de mão e um item pessoal. A regra vale para voos domésticos e internacionais que partem ou chegam ao país. A cobrança só poderá ocorrer caso o passageiro ultrapasse o limite de peso e medidas definido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que hoje varia entre 10 e 12 quilos.

Segundo Da Vitória, a cobrança adicional pela bagagem de mão fere princípios de transparência e boa-fé no consumo, transformando um serviço essencial em opcional. Ele afirmou ainda que pretende incluir especificações técnicas no texto para evitar brechas jurídicas que permitam interpretações flexíveis pelas empresas aéreas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a cobrança das companhias como abuso contra os passageiros e revelou que irá pautar a urgência do projeto. Ele também afirmou que o mérito deve ser discutido com brevidade no plenário. A pressão política cresce porque o tema é considerado de grande impacto popular e envolve desgaste crescente das companhias com os consumidores.

Na última quinta-feira (16), o presidente da Anac, Tiago Faierstein, declarou que a agência vai apoiar o Congresso na construção de regras que limitem a cobrança de bagagem. Segundo ele, a Anac é sensível ao pleito de não gerar ônus maior ao consumidor e está disposta a participar das negociações técnicas. O posicionamento sinaliza mudança no discurso do órgão, que em 2017 editou a resolução que permitiu a cobrança por despachar malas de até 23 quilos. Na ocasião, as companhias alegaram que a medida reduziria o preço das passagens, promessa que não se concretizou segundo parlamentares.

A discussão reacendeu outro impasse no Congresso: a gratuidade das bagagens despachadas. Em 2022, deputados e senadores aprovaram uma lei para restabelecer a gratuidade do despacho de malas de até 23 quilos, mas o projeto foi vetado pelo então presidente Jair Bolsonaro. O veto nunca foi analisado, devido à pressão direta das companhias aéreas. Hoje, tanto nos voos nacionais quanto internacionais, o passageiro só tem o direito garantido a uma bagagem pessoal gratuita. A mala de mão é gratuita apenas nos voos domésticos, e o despacho de bagagem é sempre tarifado.

Com a cobrança da mala de mão em voos internacionais desde 2024, empresas começaram a oferecer tarifas chamadas de econômicas, que dão direito apenas a um item pessoal. As companhias afirmam que isso dá ao passageiro liberdade para pagar somente pelos serviços que deseja. Porém, parlamentares sustentam que o modelo transfere custos ao consumidor sem transparência e sem contrapartida real de preços menores nas passagens.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também se posicionou contra a cobrança de bagagem de mão e tem participado das negociações para tentar construir uma saída consensual entre Congresso, governo, agências e companhias. Ele afirmou que nenhum custo adicional injustificado será aceito.

A previsão é que o pedido de urgência seja votado na reunião do colégio de líderes ainda esta semana. Se aprovado, o projeto poderá ser levado diretamente ao plenário. Atualmente, tramitam na Câmara cinco projetos que tratam especificamente da bagagem de mão e sete sobre a gratuidade do despacho de malas. Enquanto isso, continua sem data a análise do veto presidencial que bloqueia a volta da gratuidade total para bagagens despachadas.

Compartilhe:
publicidade

Relacionados

Designação anunciada pelo Departamento de Estado entra em vigor nesta sexta-feira (5); Planalto mantém diálogo diplomático para tentar reverter decisão.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que

Se aprovada no colegiado, a proposta poderá ser votada no mesmo dia no plenário da Casa. A comissão especial da

publicidade

publicidade

publicidade

Vídeos rápidos

publicidade

publicidade

Mais no AgoraAcre.com

Presidente da Casa afirmou que texto passará por comissões antes de seguir para votação no plenário. O Senado deve começar

O deputado federal Zezinho Barbary participou de uma agenda institucional no ITERACRE ao lado do prefeito de Manoel Urbano, Toscano

Em Cruzeiro do Sul, J.B.B.S foi contido por populares após um roubo no bairro da Várzea, nessa sexta-feira, 5. Em

A campanha Compra Premiada realizou no último sábado, 6, o sorteio dos diversos prêmios anunciados ao longo da edição promovida

Tremor ocorreu a uma profundidade de 10 km; alertas de tsunami foram suspensos Um terremoto de magnitude 7,8 na escala

Designação anunciada pelo Departamento de Estado entra em vigor nesta sexta-feira (5); Planalto mantém diálogo diplomático para tentar reverter decisão.